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Salvador, Bahia, Brazil
Bióloga (UFBA) e especialista em Citogenética Humana (UCSAL).

terça-feira, 26 de julho de 2011

Fotos de grãos de areia revelam cores e formas inusitadas

Fotógrafo utiliza microscópios especiais para ampliar a imagem em mais de 250 vezes

BBC Brasil 26/07/2011 09:34

Gary Greenberg, diretor do Laboratório de Microscopia e Microanálise no Instituto de Astronomia na Universidade do Havaí (EUA), fotografa grãos de areia e amplia as imagens em mais de 250 vezes, revelando cores e formatos curiosos. (Fotos: Gary Greenberg)

Um cientista americano fotografa grãos de areia e amplia as imagens em mais de 250 vezes, revelando estruturas de formatos inusitados e cores vívidas.
''Cada grão de areia é único'', afirma Gary Greenberg, diretor do Laboratório de Microscopia e Microanálise do Instituto de Astronomia na Universidade do Havaí (EUA).
Greenberg, que fotografa grãos de areia há dez anos, é originalmente fotógrafo e cineasta, mas mudou-se de Los Angeles para Londres nos anos 1970 com o objetivo de tornar-se doutor em pesquisa biomédica pela University College, na capital britânica.
O especialista diz que os grãos trazem consigo histórias sobre a geologia, a biologia e a ecologia da região de onde se originam.
Para captar as imagens, ele utiliza microscópios especiais tridimensionais. Greenberg afirma que fotografar os grãos é uma tarefa complicada, já que os microscópios que ele utiliza têm pouca profundidade de campo, dificultando a obtenção do foco.
''Eu supero essa limitação fotografando uma série de imagens tomadas com focos distintos", afirma o professor.
"Para produzir uma imagem totalmente em foco, um programa de computador analisa cada imagem captada na série, seleciona as que estão bem focadas e descarta as outras''.

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 FONTE: BBC Brasil

terça-feira, 5 de julho de 2011

Nova espécie de mamífero descoberta no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba


RIO - Os pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descobriram uma nova espécie de mamífero no Parque Nacional Restinga de Jurubatiba, unidade de conservação fluminense gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Ratinho-goytacá (ICMBio/Pablo Gonçalves)
Ratinho-goytacá (ICMBio/Pablo Gonçalves)
O Cerradomys goytaca (ou ratinho-goytacá) ganhou este nome por estar restrito à região litorânea do norte fluminense, antiga região dos índios Goytacazes. Estudos morfológicos e genéticos feitos pelos pesquisadores William Correa Tavares, Leila Maria Pessôa e Pablo Rodrigues Gonçalves, da UFRJ, mostraram que as espécies mais aparentadas ao ratinho-goitacá estão no cerrado (por isso, "Cerradomys" = rato do Cerrado).
A descoberta contraria o entendimento de que toda a fauna das restingas teria fortes conexões com a fauna da Mata Atlântica, tese apresentada pelos pesquisadores em artigo publicado na revista internacional "Journal of Mammalogy".
O ratinho-goytacá habita preferencialmente as moitas de Clusia, a árvore mais comum na parte mais aberta da restinga, ao contrário de outros mamíferos de pequeno porte que preferem as matas mais úmidas. Durante o dia ele permanece em seu ninho, em meio às bromélias, ou nos galhos da Clusia. À noite ele sai para colher coquinhos do guriri ou juruba, famosa palmeirinha que deu nome ao Parque.

FONTE:  Por O Globo (ciencia@oglobo.com.br) | Agência O Globo IN:YAHOO! Notícias