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Salvador, Bahia, Brazil
Bióloga (UFBA) e especialista em Citogenética Humana (UCSAL).

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Macacos quimeras são criados nos Estados Unidos



Cientistas uniram células de embriões de macacos rhesus separados (Foto: OHSU/Divulgação)




Primeiro foram os transgênicos, depois os clones. Ontem, cientistas americanos levaram outras criaturas, antes do mundo da ficção científica, para a vida real. Anunciaram na prestigiada revista "Cell", uma das de maior impacto do mundo, o desenvolvimento de macacos quiméricos, criados a partir da combinação de células extraídas de embriões diferentes.
Experiências semelhantes já haviam sido realizadas com camundongos, mas essa é a primeira vez que se alcança sucesso com primatas. O estudo traz um desafio à ética, já que abre caminho para que o mesmo possa ser feito com seres humanos. O grupo da Universidade do Oregon que desenvolveu os macacos rhesus quiméricos, porém, assegura que seu objetivo é estudar o desenvolvimento de órgãos e tecidos humanos.
Existem raras quimeras humanas naturais, pessoas geradas a partir da fusão de dois embriões
animais quiméricos são saudáveis (Foto: OHSU/Divulgação)
diferentes, num processo contrário ao dos gêmeos, quando um embrião se divide e origina dois indiví$diferentes. As quimeras naturais são praticamente indistinguíveis e a maioria sequer animais quiméricos são saudáveis (Foto: OHSU/Divulgação)
diferentes, num processo contrário ao dos gêmeos, quando um embrião se divide e origina dois indivíduos diferentes. As quimeras naturais são praticamente indistinguíveis e a maioria sequer sabe da sua condição.
Para produzir os macacos quiméricos, os cientistas combinaram células de seis diferentes embriões e as implantaram em fêmeas. Shoukhrat Mitalipov, coautor do estudo, disse que os animais quiméricos são saudáveis.
- As células de embriões diferentes nunca se fundem, mas permanecem unidas e trabalham juntas para formar tecidos - explicou ele.
Os embriões usados na experiência estavam em estágio muito inicial de desenvolvimento, quando suas células-tronco podem originar qualquer tecido do organismo. Mitalipov explicou que as células foram cultivadas em laboratório antes de serem implantadas. As quimeras podem ajudar a entender o papel de genes específicos no desenvolvimento de todo o corpo. No futuro, esse conhecimento terá aplicação no combate de doenças degenerativas, do câncer e de malformações.

Jiboia obesa passa por dieta em parque da Austrália

A jiboia Atomic Betty e seus 137 quilos chamaram a atenção dos noticiários. A cobra, que tem passado por uma dieta alimentar, exigiu o esforço de pelo menos sete funcionários do Parque Réptil Australiano, em Gosford, sudeste do país, para a realização da pesagem anual do animal. As informações são da BBC Brasil.
Atomic Betty pesa 137 quilos e mede 6,5 metros de comprimento. (Foto: EFE)

Antes, a cobra comia aproximadamente dez cabras. No último ano, ela teve à disposição apenas metade disso: quatro cabras. “Ela estava ficando um pouco rechonchuda”, disse a gerente de operações do parque, Tim Faulkner.

Pesagem visava descobrir se dieta alimentar do animal havia funcionado. (Foto: EFE)

O regime deu certo. Na medição anterior, Atomic Betty pesava 135 quilos, acima do ideal. Agora, tem 137 quilos. Como o animal cresceu em comprimento ao longo do ano (está com 6,5 metros), o ganho de 2 quilos foi considerado normal.

Apetite voraz
A jiboia Atomic Betty, da espécie python reticulatus, tem aproximadamente 13 anos e é capaz de engolir uma cabra em meia hora. O tempo de digestão da presa é de uma semana.

Para funcionários do parque, segredo é pegar o animal pela cabeça. (Foto: EFE)

Segundo o parque, a espécie é dona de “uma reputação de ser agressiva, que não hesita em se defender levantando sua cabeça do chão, sibilando alto e, caso se sinta ameaçada, atacando repetidamente”.

O segredo para carregá-la, segundo os funcionários do parque, é pegá-la primeiro pela cabeça. O animal tem força suficiente para esmagar uma pessoa.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Fotos de grãos de areia revelam cores e formas inusitadas

Fotógrafo utiliza microscópios especiais para ampliar a imagem em mais de 250 vezes

BBC Brasil 26/07/2011 09:34

Gary Greenberg, diretor do Laboratório de Microscopia e Microanálise no Instituto de Astronomia na Universidade do Havaí (EUA), fotografa grãos de areia e amplia as imagens em mais de 250 vezes, revelando cores e formatos curiosos. (Fotos: Gary Greenberg)

Um cientista americano fotografa grãos de areia e amplia as imagens em mais de 250 vezes, revelando estruturas de formatos inusitados e cores vívidas.
''Cada grão de areia é único'', afirma Gary Greenberg, diretor do Laboratório de Microscopia e Microanálise do Instituto de Astronomia na Universidade do Havaí (EUA).
Greenberg, que fotografa grãos de areia há dez anos, é originalmente fotógrafo e cineasta, mas mudou-se de Los Angeles para Londres nos anos 1970 com o objetivo de tornar-se doutor em pesquisa biomédica pela University College, na capital britânica.
O especialista diz que os grãos trazem consigo histórias sobre a geologia, a biologia e a ecologia da região de onde se originam.
Para captar as imagens, ele utiliza microscópios especiais tridimensionais. Greenberg afirma que fotografar os grãos é uma tarefa complicada, já que os microscópios que ele utiliza têm pouca profundidade de campo, dificultando a obtenção do foco.
''Eu supero essa limitação fotografando uma série de imagens tomadas com focos distintos", afirma o professor.
"Para produzir uma imagem totalmente em foco, um programa de computador analisa cada imagem captada na série, seleciona as que estão bem focadas e descarta as outras''.

MAIS FOTOS NO SITE DA BBC BRASIL.

 FONTE: BBC Brasil

terça-feira, 5 de julho de 2011

Nova espécie de mamífero descoberta no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba


RIO - Os pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descobriram uma nova espécie de mamífero no Parque Nacional Restinga de Jurubatiba, unidade de conservação fluminense gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Ratinho-goytacá (ICMBio/Pablo Gonçalves)
Ratinho-goytacá (ICMBio/Pablo Gonçalves)
O Cerradomys goytaca (ou ratinho-goytacá) ganhou este nome por estar restrito à região litorânea do norte fluminense, antiga região dos índios Goytacazes. Estudos morfológicos e genéticos feitos pelos pesquisadores William Correa Tavares, Leila Maria Pessôa e Pablo Rodrigues Gonçalves, da UFRJ, mostraram que as espécies mais aparentadas ao ratinho-goitacá estão no cerrado (por isso, "Cerradomys" = rato do Cerrado).
A descoberta contraria o entendimento de que toda a fauna das restingas teria fortes conexões com a fauna da Mata Atlântica, tese apresentada pelos pesquisadores em artigo publicado na revista internacional "Journal of Mammalogy".
O ratinho-goytacá habita preferencialmente as moitas de Clusia, a árvore mais comum na parte mais aberta da restinga, ao contrário de outros mamíferos de pequeno porte que preferem as matas mais úmidas. Durante o dia ele permanece em seu ninho, em meio às bromélias, ou nos galhos da Clusia. À noite ele sai para colher coquinhos do guriri ou juruba, famosa palmeirinha que deu nome ao Parque.

FONTE:  Por O Globo (ciencia@oglobo.com.br) | Agência O Globo IN:YAHOO! Notícias

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cientistas comprovam que inseto de 2 mm é o animal mais ruidoso da Terra

Redação Central 30 jun (EFE).- O animal mais barulhento da Terra em proporção ao seu tamanho é um inseto aquático que mede apenas 2 milímetros e é conhecido por usar seu pênis como instrumento musical para atrair as fêmeas. A potência do "canto" chega a até 99,2 decibéis, equivalente ao som de uma orquestra assistida na primeira fileira.


Pesquisa com o pequeno percejo foi publicada na 'PloS One' (Reprodução)
Pesquisa com o pequeno percejo foi publicada na 'PloS One' (Reproduç  …
Cientistas do Museu Nacional de História Natural de Paris e da Universidade escocesa de Strathclyde conseguiram gravar e medir pela primeira vez com microfones debaixo da água o som produzido pelo "Micronecta scholtzi", um percevejo aquático, ao esfregar seu pênis contra o abdômen, em processo conhecido como estridulação.
"Apesar de que 99% do som se perde ao passar da água para o ar, o canto é tão intenso que uma pessoa que anda pela margem pode de fato ouvir essas pequenas criaturas cantando do fundo do rio", assinala em uma nota o biólogo James Windmill, da Universidade de Strathclyde.
Os animais mais ruidosos da Terra costumam ser os maiores como as baleias azuis e os elefantes, mas, segundo o estudo, se comparar a intensidade do som com o tamanho de seu corpo, os "Micronecta scholtzi" são os campeões.
A pesquisa, publicada na revista "PLoS One", será apresentada neste sábado na conferência anual da Sociedade para a Biologia Experimental realizada entre 1 e 4 de julho em Glasgow (Escócia).
Segundo Windmill, é um mistério como estes insetos conseguem fazer tanto barulho, já que só utilizam uma zona de 50 micrómetros - da largura de um cabelo humano - para a estridulação.
Do ponto de vista biológico, o estudo pode contribuir à conservação das espécies, já que registrar os sons dos insetos pode servir para realizar um acompanhamento da biodiversidade, enquanto do ponto de vista da engenharia poderia ser aproveitado pela acústica, disse Windmill. EFE